sábado, 24 de novembro de 2012

Elisabete Ribeiro

Começar a correr… por amor! Continuar… por paixão!

Não tinha muitos hábitos de desporto em miúda, muito menos de corrida. Quando me apaixonei, por aquele que viria a ser o meu marido, decidi mudar um pouco a minha performance física, comecei a fazer umas corridas, uma vez que ele adorava desporto, inclusive, a corrida. É óbvio que o fazia mais para lhe agradar do que propriamente por gosto próprio.
O tempo foi passando e eu continuava a correr, corridas curtas, casuais e apenas quando “tinha tempo”. Com o nascimento do meu filho fiquei mais condicionada a nível de disponibilidade, então coloquei um pouco de parte as corridas casuais e passei a frequentar um ginásio. Quando o ginásio encerrou para férias eu decidi continuar a treinar e passei a correr num circuito de manutenção existente na minha região. Deixei completamente o ginásio e passei a fazer aquele circuito assiduamente.
Nesta fase já tinha o bichinho de correr, mas continuava a ser movida pela ideia inicial: agradar ao meu marido, fazer algo que ele também gostava e sentir que havia a possibilidade dele se orgulhar deste meu empenho.
No final de agosto de 2011, estava eu a fazer mais uma corridinha nesse circuito, quando um atleta que faz parte de um grupo de atletismo (ADA – Associação Desportiva de Amarante) perguntou se me podia fazer companhia. Assenti, e durante este pequeno treino ele disse que eu tinha um passo muito certinho e perguntou se eu não queria fazer um treino com o grupo acima citado. Fiquei admirada, entusiasmada, receosa mas pronta para aceitar este desafio. No dia marcado fui treinar com o grupo. Um grupo cujos membros já correm, maioritariamente, acerca de 25 a 30 anos. Apesar de ser muito mais lenta, eles tentaram ajudar-me na integração e acompanharam o meu ritmo. Desde esse dia passei a ser companhia habitual dos treinos destes atletas.
Como a vida prega-nos algumas partidas, e, por ironia do destino, em setembro de 2011 surge o fim do meu casamento. Nesta fase a corrida passou a ter um outro sentido na minha vida. Passou de mero passatempo para uma necessidade física e mental. Enquanto corria não pensava na carga negativa associada à separação. A sensação de bem-estar passou a prevalecer bem como o estímulo do meu ânimo.
O convite para participar em provas surgiu num ápice com a minha integração no grupo. Assim, a 8 de dezembro de 2011 fiz a minha primeira prova no Porto com a Volta a Paranhos, de 10 kms. Para caloira, os 53m com que finalizei a prova, deixou-me com muita vontade de participar em mais.
Realmente mais provas vieram e, até esta data, já participei em 15 provas, incluindo 5 meias maratonas, em menos de um ano.
Atualmente a corrida é, para mim, a minha segunda paixão (a primeira é o meu filho). Posso não correr muito, mas o que corro faço-o com vontade, com esforço, com alegria, com gosto, com sentimento.
A corrida anda de mãos dadas com o bem-estar emocional e físico. Dá-nos uma maior disposição e energia… e eu estou, definitivamente, de mãos dadas com a corrida!!
Elisabete Ribeiro-

2 comentários:

  1. Depoimento muito interessante e humano do qual não posso deixar de destacar esta frase:

    A corrida anda de mãos dadas com o bem-estar emocional e físico. Dá-nos uma maior disposição e energia…

    Já ando nisto da corrida há mais de 30 anos e ela sempre me tem ajudado a atravessar os altos e baixos que a vida tem.
    Sem ele nãos sei como seria a minha vida.

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