segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Duas amarantinas na S.Silvestre do Porto


 São Silvestre do Porto 2012


Num domingo que acordou chuvoso, previa-se uma S. Silvestre bem molhada. Quis S. Pedro dar a volta à situação e, a partir do meio da tarde, a chuva cessou e deu lugar a um fim de dia com uma temperatura agradável e propicia a uma corridinha de 10 quilómetros.
A Avenida dos Aliados rapidamente encheu-se de atletas e pessoas que vinham para assistir a esta festa da corrida de S. Silvestre na cidade do Porto.
A organização, este ano, decidiu fazer o escalonamento dos atletas por grupos de partida. Assim a elite partiu em primeiro lugar. Em seguida foram os atletas do Grupo A, com tempos abaixo dos 40 min. Os atletas que fazem tempos entre os 40 e os 59 min saíram logo a seguir. Por último, estavam os atletas do grupo C com 60 min ou mais. Para acedermos ao nosso grupo de partida tivemos que entrar por portas assinaladas com a sinalética devida.
Dado o tiro de partida, eu e os milhares de atletas arrancamos pelos Aliados abaixo, com muita cautela pois a afluência era imensa e a propensão aos atropelos era demasiada. Houve mesmo quem fosse empurrado contra um poste!
Iniciei, como combinado, na companhia de uma amiga e única mulher maratonista amarantina, Natércia Teixeira. Cuidadosas, seguimos de forma a evitar encontrões.
Subir a Rua Sá da Bandeira, Santa Catarina até ao Marquês, foi a prova de fogo, logo a começar. Valeu o incentivo do público, o nosso incentivo ao público para nos motivar a passar a primeira fase da prova. O resto do percurso era um pouco mais suave e deu para recuperar dos primeiros quilómetros. Nesta fase notou-se um maior alivio nos atletas e o entusiasmo era geral. Ouviam-se gritos de contentamento, os aplausos sucediam-se, a boa disposição reinava a cada passagem e o esforço que se fazia era minorado por toda esta euforia. A própria iluminação natalícia foi um fator de inspiração nesta noite agradável de festa e de corrida.
Sempre ao lado uma da outra, eu e a Natércia seguíamos em direção à parte mais emocionante da prova: a passagem no túnel de Ceuta. Foi, simplesmente, arrepiante sentir os brados dos atletas, os assobios para provocar eco, os braços no ar, a música colocada estrategicamente naquele local para concentrar o som e, assim, aumentar a adrenalina, a motivação e esquecer o cansaço.  Sentimos que corremos mais, o corpo todo arrepiado de exaltação e bem-estar, a alegria de ali passar deu-nos forças para continuar.
A parte final foi outra prova de fogo: subir os Aliados até voltar em direção à meta. Aqui sim, a nossa mente era quem comandava. O esforço foi tremendo mas, em silêncio, fomos dando força uma à outra para conseguir superar mais um passo. E conseguimos!
Em relação aos restantes membros do meu grupo, todos terminaram bem e com tempos bastante razoáveis.
Na parte final, para receber as medalhas, gerou-se um enorme aglomerado de atletas o que provocou uma demora tremenda para as receber.
Em jeito de conclusão, foi uma prova magnífica, feita em boa companhia e num ambiente de festa memorável.
Os grandes vencedores desta edição da S. Silvestre do Porto foram, Rui Pedro Silva e Catarina Ribeiro.
Masculinos: 1. Rui Pedro Silva (Benfica) 29.16.
2. Alberto Paulo (Benfica) 29.18.                                    
3. Bruno Jesus (Benfica) 29.25.
4. Pedro Ribeiro (Conforlimpa) 29.42.
5. Bruno Silva (Maia) 29.52.
6.Paulo Gomes (benaventense) 29.56
7. Miguel Ribeiro (Vianense) 30.18
8.Tiago Costa (Benfica) 30.28
9.Rui Muga  (Bragança) 30.52
10.Miguel Borges (Benfica)31.02
Femininos:
1. Catarina Ribeiro (Sporting) 33.40.
2. Inês Monteiro (individual) 33.57.
3. Sara Pinho (individual) 34.00.
4. Mónica Silva (Maratona) 34.21.
5. Daniela Cunha (Maratona) 34.59
 texto de :Elisabete Ribeiro-AMARANTE

1 comentário:

  1. Custou mas valeu a pena...cortaram a meta que é o mais importante...parabéns está muitobem escrito o artigo.bj

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