segunda-feira, 8 de outubro de 2012

24ª Meia Maratona de OVAR-A -Festa da Corrida

Tal como estava previsto participamos na Meia maratona de ovar , uma das melhores que realizam em Portugal e que  no próximo ano assinala a 25ª edição uma marca sem duvida notável. Esta que para mim foi a 7ª participação em Ovar estava incluída no treino que programei para a maratona , O objectivo foi atingido apesar do calor que mais uma vez se fez sentir nesta simpática cidade vareira.
A nossa prova 
Com um inicio algo rápido para aquilo que estava previsto , quase que tive que por um "travão" na Natércia  para não correr riscos na parte final.O nosso objectivo era correr dentro do ritmo que queremos correr a maratona mas não foi possível pois toda aquela onda  acaba por nos levar e quando nos apercebemos ao 5 km  já estávamos a correr com media de 5:15.
Claro que tivemos que baixar o ritmo apesar de estar a sentir que ela estava bem.Ontem A Natércia foi com uma permanente companhia , para além  da minha teve a do Irmão (José Manuel Machado) que resolveu pela primeira vez fazer companhia á irmã e deixar para trás os tempos (ele que tem o recorde pessoal nesta prova de 1: 19:11) por isso foi sempre em amena cavaqueira que tornou mais fácil os 21 097 metros que acabamos por terminar com o tempo de 1:56:15 .Muito bom.
A NOSSA EQUIPA
Amarante running team 
na 24ª meia maratona de ovar
Foram 7 os atletas que participaram em representação deste blog , 6 na meia um na caminhada todos com objectivos de fazer o melhor possível , até porque alguns são ainda novos nestas andanças mas isso não impediu uma excelente presença.Foram os seguintes os seus resultados:
  • Filipe Coutinho _ 1:20:32
  • Tiago Lopes      - 1:39:23
  • José Miranda    - 1:52:00
  • José machado - 1:56:15
  • Joaquim Costa-  1:56:15
  • Natércia Teixeira:1:56:15
Parabéns a todos por contribuírem para mais uma festa da corrida  , assim como á organização do AFIS que mais uma vez com uma boa organização está de parabéns
Pode ver aqui todos os resultados desta 24ª meia maratona de ovar

terça-feira, 2 de outubro de 2012

EXEMPLO DE VIDA E CORAGEM


Decorria o dia 08 de Novembro de 2009 quando conheci esta fantástica mulher.Estava  eu a fazer um pequeno aquecimento para a minha primeira maratona , com um nervoso miudinho a roer  quando de repente vejo com um sorriso de orelha a orelha  a rir para mim e dizer: vamos cara ,mais uma corridinha?Claro está que ficamos ali um pouco a conversar e a desejar sorte mutua .A partir dali quando encontro esta fantástica mulher é sempre uma festa.O que eu não sabia era o seu passado. Fiquei agora a saber através do grande do grande carlos sá e quero partilhar esta grande historia   vida:
Em criança foi abandonada pela família. Trabalhou como escrava até se casar. Fugiu do marido, grávida, porque ele foi violento. Aos 37 anos deixou de fumar e começou a correr. Hoje, com 68 anos, acha as maratonas demasiado fáceis, por isso prefere provas com mais de 100 quilómetros.
Eram 23h55 do dia 31 de Dezembro de 1980 quando Analice Silva, 37 anos, apagou pela última vez um cigarro. Dias antes, o jornal que passeava de mesa em mesa no café onde trabalhava, no Rio de Janeiro, noticiara que os pulmões de um fumador necessitam de dez anos de repouso até voltarem a ter saúde. “Dez anos é muito tempo. Fiquei assustada. Então achei que a única maneira de voltar a ter os meus pulmões cor-de-rosa era correndo. E comecei logo nessa noite”. Nessa passagem de ano, Alice calçava uns chinelos e vestia um macacão curto, de calções e alças. Mesmo assim, desceu até ao calçadão de Copacabana e começou a correr. Foi do Leme até ao Arpoador e voltou. Depois repetiu. “Fiz 16 quilómetros. Foi a primeira vez que corri na vida. Fiquei toda partidinha”, recorda à SÁBADO.
Analice Silva, hoje com 68 anos, vive num pequeno apartamento em Odivelas com o gato Kikas, que trata por “meu filho”, tem uma reforma de 272 euros, cuida de um senhor de idade para ganhar mais algum dinheiro e continua a correr. Mas já se deixou de aventuras de 16 ou 20 quilómetros. O mínimo que faz, para lhe dar algum prazer, são maratonas. E mesmo essas já são “demasiado fáceis”.
“Tenho muita pena de nunca ter contado os quilómetros que já fiz na vida. De certeza que estava no Guiness”. Provas de 100 km de estrada já fez 22. “As de 100 km de montanha foram muitas mais, mas já perdi a conta”. Nos últimos três anos fez por três vezes Os Caminhos do Tejo, corridas de 146 km. Foi também a Espanha correr provas de 167 km, subiu do Alhambra à Serra Nevada (50 km, sempre a subir), fez Lisboa-Mação (254 km). A maior prova em que entrou na vida foi a Volta ao Minho (385 km). Maratonas e meias-maratonas já foram tantas que nem entram nas contas. Até aos 70 anos, ainda quer correr muito. E gostava de ainda conseguir cumprir o maior sonho da vida: participar na Maratona dos Sabres, uma prova de 243 km pelo deserto do Sahara, em Marrocos. “É um sonho. É o meu sonho. Sei que não vai acontecer, porque é uma prova muito cara, não tenho dinheiro e ninguém quer patrocinar uma velha. Mas enquanto for viva vou ter esperança”.
Esperança é o nome da vila onde Analice nasceu, em Paraíba, nordeste do Brasil. “Tive seis irmãos, mas quatro morreram. Só fiquei eu e a minha irmã mais nova”. Numa casa “com falta de amor”, não foi feliz. Com três anos, o pai entregou-a a uma senhora que vivia na cidade mais próxima, Campina Grande. Foi ela que fez de Analice a sua escrava. “Eu fazia tudo o que havia para fazer, desde os três ou quatro anos de idade. Cuidava de bebés e aguentava o trabalho de roça, ou quinta, como se diz aqui em Portugal. Era escravatura, mesmo”. A única coisa que recebia era uma cama. “Comida só mesmo quando havia”. Ainda hoje se lembra de ter ficado de castigo porque um dia comeu um pedaço de pão sem pedir autorização. “Era gente pobre armada em rica, que queria ter criados, mas que não podia pagar. E então tinha escravos”.
Acabou por ser devolvida à família aos oito anos. Encontrou a mesma casa de onde saíra. “Não havia aconchego, só violência. E então fugi”. Meteu-se num autocarro e foi até ao Recife, onde continuou a fazer trabalho escravo, sem receber salário. Até ao dia em que conheceu Evandro, um pescador de lagosta de Recife por quem se apaixonou. “Antes de nos casarmos, disse-lhe que tolerava tudo no casamento, menos porrada”. Evandro aceitou a condição e levou-a à letra. “Ele estourava todo o dinheiro que ganhava em meninas e bebida. Mas eu fechava os olhos, desde que ele não me batesse”. A paz durou pouco. Estavam casados há seis meses quando uma discussão terminou mal. “Ele deu-me um empurrão. Nem foi uma coisa muito violenta, mas foi em frente a uma vizinha. Se fosse em nossa casa, se calhar perdoava, mas por ter sido em frente a outra pessoa fiquei com tanta raiva, tanta vergonha, que me fui embora”. Analice revirou o colchão onde o marido guardava o dinheiro e tirou o suficiente para o bilhete de autocarro até ao Rio de Janeiro. “Foram oito dias de viagem, por estradas de asfalto. Passei tanto frio e tanta fome que só eu sei”.
Chegou ao Rio quase sem dinheiro, sem família ou amigos. “Comprei um jornal e comecei a ver os anúncios de emprego”. Arranjei trabalho em casa de umas pessoas a fazer o que sempre fiz, limpeza, cuidar de crianças, tudo”. Ao fim de umas semanas percebeu algo de diferente no seu corpo. Estava grávida. “Não fazia ideia que tinha engravidado no Recife. Mas não contei nada ao meu marido. Ele nem sabia que eu estava no Rio. Deixei-lhe um bilhete a dizer que tinha ido para norte, e vim para sul, para ele não me procurar”.
A gravidez levava sete meses quando a criança deu sinal de querer nascer. Analice foi para o hospital, fizeram-lhe o parto mas o bebé nasceu morto. “Hoje, acho até que foi uma sorte. Eu não podia ter uma criança naquelas condições. Para quê? Para virar um malandro?”. Nunca mais quis ter filhos. Nem quando se apaixonou por Júlio, um boliviano “muito decente” com quem foi feliz durante nove anos. Com emprego durante o dia, estabilidade em casa, Analice aproveitou a noite para estudar e tirar o ensino primário. “Foi já nos anos 70. Sabia que sendo analfabeta não ia conseguir muita coisa, por isso estudei”.
Até que chegou a tal passagem de 1980, a do último cigarro e da primeira corrida. Dia 1 de Janeiro correu novamente no calçadão, outra vez à noite. Dia 2 também. E em todos os outros dias do mês. Foi outra notícia de jornal que a fez levar a corrida mais a sério. “Eu li no jornal: Corrida feminina Avon. E decidi participar. Fui lá e ganhei uma medalha e uma camiseta. Achei que era uma campeã. Uns dias depois, foi a corrida do Corcovado. Mais uma medalha e outra camiseta. E no mês seguinte fiz a primeira meia-maratona. Demorei três horas”, recorda Analice, soltando uma gargalhada.
Um ano depois, chegaram a maratona e a primeira prova de 100 quilómetros, entre Uberlândia e Uberaba, em montanha, sempre a subir e a descer. “Venci essa prova e fiz 11h42m, que passou a ser recorde sul-americano. E foi durante muito tempo. Nos três anos seguintes ganhei sempre essa corrida”.
Analice começou então a olhar para o calendário internacional de provas. Queria fazer a sua quinta corrida de 100 quilómetros no estrangeiro. Viu que havia uma em Santander, Espanha. “Fui lá e ganhei. Depois já não quis voltar para o Brasil. Fui para Madrid, procurei o consulado brasileiro e foi o embaixador que me deu o dinheiro para eu vir para Lisboa”.
Analice chegou a Portugal em finais de 1986. Só conhecia uma pessoa, Eugénia Gaita, uma corredora amadora que era enfermeira no Hospital de São José. Arranjou emprego em casa de um casal na Av. João XXI, em Lisboa. “Era como no Brasil — não ganhava. Trabalhava para ter comida e sítio onde dormir”. Sem tempo para treinar, Analice arranjou um recurso. “Como o prédio da casa onde trabalhava tinha sete andares, subia e descia as escadas durante três horas seguidas. Dava para treinar”. Nos dias mais calmos, conseguia ir até ao estádio do Inatel onde ficava a dar voltas à pista até contabilizar 50 quilómetros. Nos dias de descanso ia de transportes até ao Cais do Sodré e corria até Cascaisa, e voltava. Ou então apanhava um autocarro para Setúbal, e atravessava a Arrábida até Sesimbra. “Eu não saía de casa para correr menos de três horas. Isso não é treino”.
Hoje, Analice já não treina. Só corre provas. Nunca está doente e só se chateia com as crises de ciática, que vão e voltam. Quer correr até ao dia 20 de Dezembro de 2013, quando fizer 70 anos. “Acho que já chega. Mas se calhar quando chegar a altura vou achar que sou mais feliz se continuar a correr”.

Faltam 25 Dias

A Natércia continua"entusiasmada"
 rumo ao sonho
Faltam exactamente  25 dias para a  Maratona do Porto .Esse que será o nosso próximo grande desafio .
Atá ao momento tudo está acorrer dentro do previsto , nada de loucuras nos treinos porque o objectivo é terminar , e se possível terminar bem
.
É caso para dizer que "rapariga"está aguentar-se bem , faz hoje 50 dias que iniciamos um pequeno esquema de treino tendo em conta o suas capacidades e objectivos e até á data está tudo dentro do previsto ,a pior fase já passou com o treino de domingo de 28 km completaram-se cerca de 400km de treino .Domingo é mais um treino longo , a Meia maratona de Ovar , incluída na preparação que estava prevista para a maratona , assim como a meia do Porto.
O entusiasmo que se transformou em força mental é meio caminho andado para esta loucura que  ela se prepara para  concretizar , assim esperamos que a parte física responda.
Pela minha parte apesar das conhecidas limitações ficarei feliz pois para alem da Natércia também  o Tiago será um novo maratonista , o que a concretizar-se será um caso raro , pois apenas corre á 3 meses !
Cá estarei para dar a conhecer o evoluir desta "loucura"de correr 42 195 metros para que no futuro muitos se possam inspirar e realizar sonhos que á primeira vista pareciam impossíveis. Assim esperamos.A todos bons treinos e divirtam-se , porque correr também é diversão.

sábado, 29 de setembro de 2012

Grande prémio da Marginal-Resultados

A realização do grande prémio da marginal teve a organização a cargo da school-eventos  mais uma vez falhou na divulgação dos resultados.
Foram muitos os interessados em saber onde podiam  ver os resultados da prova mas nada....
A organização apenas enviou para alguns clubes via e-mail as classificações.Todos os que praticam esta modalidade sabem do interesse dos atletas de verem publicadas as classificações , hoje a comunicação com o publico é importante , eu diria mesmo que é fundamental para que qualquer evento tenha êxito.
Por isso como fui um dos preveligiados a ter as respectivas classificações quero partilhar com todos os interessados  os resultados da prova.
Quanto á  school-eventos  espero que na próxima edição tenham mais em atenção a organização da prova , pois como já disse esta prova tem tudo para crescer desde que tenha uma boa organização , não basta estar sempre a massacrar a  caixa de correio electrónico a sensibilizar para se inscrever , é preciso um processo integrado de comunicação para que tudo funcione-Resultados grande prémio da Marginal 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mente sã

Está provado que a corrida aliada a alguns hábitos de vida saudável são um forte contributo para que o nosso dia a dia não seja tão penoso.
Quem me conhece sabe o que a casa gasta , sou por norma um tipo descarado , gosto de viver a vida intensamente , amigo do meu amigo sempre dentro do respeito que se deve ter pelo nosso semelhante.
A corrida é para mim um momento de libertação , ainda recentemente na meia maratona do porto tive oportunidade de ganhar mais uns amigos no pelotão pois eu faço daquilo um convívio .A prepositivo deixo aqui um texto publicado na revista Sport lif  que contribui e muito para o nosso dia a dia que convém seja de felicidade e paz:

  • cuida da tua alimentação :informa-te como manter a tua alimentação equilibrada e adaptada as tuas necessidades
  • faz exercício físico com regularidade
  • pratica extroversão:fala , conversa,e partilha com os outros
  • exercita as tuas faculdades mentais, nunca deixes de aprender
  • mantém actividades sociais , relaciona te
  • empenha-te nas relações afectivas , demonstra carinho fisicamente dá beijos e abraços
  • pratica regularmente o sentido de humor , ri-te e faz rir
  • cultiva alguma forma de espiritualidade
  • cuida das outras pessoas , pratica o voluntariado
  • diversifica as parcelas da tua vida que te proporcinam felicidade

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

15º G.P. ATLETISMO ANCEDE-BAIÃO/CASA DA LAVAND’EIRA

Clarisse Cruz
Carlos Silva e Clarrise Cruz  vencedores em Baião

  • amarantino Rui Teixeira em segundo a apenas 2 segundos
Decorreu este domingo mais um grande premio de atletismo em Ancede .Prova que já vai na 15ª edição e que já é um evento de referencia no panorama das provas de estrada no norte do pais.
Foram vários os nomes importantes do atletismo presentes , Como a Sportinguista  Clarisse cruz que recentemente representou (e bem) portugal nos jogos olímpicos e que foi a vencedora com 36:45 a apenas um segundo ficou Meseret Taye e na terceira posição a também consagrada Analia Rosa 
No sector masculino outro sportinguista saiu vencedor , Carlos Silva que deixou o amarantino Rui Teixeira a apenas dois segundos e a cinco o futuro Benfiquista Bruno Jesus.
A prova que contou com 390 atletas entre eles muitos amarantinos que fizeram questão de estar presentes para coleccionar mais uma bengala o tradicional prémio que a organização oferece a todos os presentes e que é o exemplar mais importante do artesanato desta região.

domingo, 23 de setembro de 2012

Grande prémio da Marginal

Luís Filipe Paiva , representou
o nosso blog
Luís Filipe Paiva ,
 termina na 7ª posição em seniores masculinos


  • 9ªposição na geral
Decorreu hoje domingo  mais uma edição do grande prémio da marginal que liga as cidades de Vila Do Conde e Povoa de Varzim.
A prova na distancia de 10km sempre pela marginal com o mar mesmo ali por perto é sem duvida das corridas mais bonitas  que existem  que permite aos atletas em forma fazer grandes tempos , pois o percurso é bom quase sempre plano(é neste percurso que fiz o meu melhor tempo aos 10km, 40:16).
A prova de hoje coincidiu com várias nesta região mas mesmo assim foram muitas centenas de atletas que estiveram presentes , entre eles  o jovem Luís Filipe  em representação do nosso blog e que teve excelente prestação cortando a meta na 7ª posição em seniores masculinos e 9ª posição da geral com o tempo de 35:40.
É um grande incentivo para este jovem que acumula as corridas com o trabalho diário.Terminaram a prova  239 atletas.

Uma longa caminhada de 9132 dias na "Estrada da vida "

" Na estrada da vida não existe sentido contrario" ( Osmar de Almeida ) A família  O tempo passa acorrer , é verdade  mas ...