terça-feira, 4 de dezembro de 2012

INSCRIÇÕES PARA A S.SILVESTRE ESGOTADAS

É de facto um fenómeno muito saudável o que está a acontecer com a pratica da corrida em portugal.É Difícil quantificar mas neste momento são centenas de milhares de pessoas que se dedicam á corrida e que  mais cedo ou mais tarde acabam por se integrar e participar  nas provas de rua .A S.Silvestre é uma prova popular onde muitos se iniciam , umas vezes por curiosidade outras para testar as suas reais capacidades.A S.Silvestre cidade do porto é uma dessas provas onde este ano vão estar 10  000 pessoas divididas entre a prova principal de 10 km e mini de 4km.
Quando estamos a duas semanas da prova a organização já anunciou que esgotaram as inscrições.
A silvestre para alem de uma corrida é um evento Natalício , que leva até á baixa portuense milhares de pessoas para conviver nesta quadra de natal .Será concerteza uma boa forma de festejar esta quadra que para muitos tem poucos motivos de alegria.Se tudo correr bem também lá estarei desfrutando assim deste evento fantástico .

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


Como evitar oito erros mais comuns numa prova

1-    Iniciar muito rápido

Iniciar uma prova a um ritmo muito rápido pode ser prejudicial ao nível do desempenho do atleta e não obter os resultados pretendidos, mesmo que tenha trabalhado para eles! O desgaste excessivo retira o corpo de um estado de equilíbrio e pode aumentar a produção de glicogénio e ácido lático, que são originados quando o corpo está num ritmo mais forte do que ele consegue manter.
O ideal é controlar o entusiasmo e aproveitar o primeiro quilómetro para aquecer o corpo a um ritmo mais leve. O restante da prova deve-se ir aumentando o ritmo, a cada quilómetro percorrido.

2-   Manter ritmo superior ao habitual

É normal, durante uma prova, manter um ritmo mais intenso do que o do treino, dado que a motivação e o entusiasmo são maiores. Mas se essa velocidade excede muito a do costume, o corpo pode sentir as consequências e o atleta pode ficar cansado demais antes de completar a prova. O mais indicado é correr entre 10 a 15 segundos por km mais rápido do que o habitual, e não mais do que isso.

3-   Ziguezaguear durante a prova

Dado o crescente número de participantes nas provas, o mais comum é serpentear entre os corredores para prosseguir. Contudo, com estes movimentos, o risco de sofrer um entorse, uma lesão ou mesmo uma queda, é muito grande. Além disso, essa prática aumenta o percurso da prova, produzindo um maior cansaço ao atleta.

4-   Errar o ritmo ao pegar na água

Muitas vezes, com a pressa de manter bons resultados e não perder o ritmo, muitos atletas mal abrandam para pegar na água. Não é necessário parar totalmente, basta um ligeiro trote, manter a respiração tranquila e, após a hidratação, voltar ao ritmo anterior.
Um outro erro é não beber durante a prova. Com isso o corpo desidrata rapidamente devido ao aumento da temperatura causada pelo esforço. O mais correto é beber cerca de 200 ml de água a cada 20 minutos de corrida.

5-   Atenção nas curvas

Uma curva mal feita pode prejudicar imenso o desempenho na corrida. Fazer as curvas pelo lado maior aumenta o trajeto. Mas correr pelo lado de dentro, principalmente, em curvas longas, pode diminuir a distância da prova. Todavia é necessário ter muita atenção: se a curva for muito fechada, a mudança brusca de direção do corpo pode provocar lesões, nomeadamente, entorses de tornozelo.

6-   Abrandar quando surgir cansaço cardiorrespiratório

O ideal a fazer quando sentir este tipo de cansaço é abrandar o ritmo da corrida até recuperar o fôlego. Quando se sentir mais seguro e confortável, o atleta pode aumentar o ritmo novamente.

7-   Alimentação durante uma prova

Nas provas acima dos 10 km é fundamental manter uma alimentação rica em hidratos de carbono de alto nível glicémico. Este nutriente é facilmente absorvido pelo organismo e gera energia rápida, impedindo que o corpo retire proteínas dos músculos para produzir força. A forma mais prática de os repor durante uma prova é através dos líquidos isotónicos. Também existem os já conhecidos suplementos em forma de gel, com um alto índice glicémico, para serem ingeridos, acessivelmente, durante a prova.
Como muitas organizações de provas nem sempre fornecem os isotónicos e os suplementos, é conveniente os atletas prevenirem-se e irem munidos com estes carbo-hidratos.

8-   As subidas

Os percursos com subidas exigem mais resistência e mais força do atleta. Manter o ritmo na subida solicita a parte muscular extensora da coluna, a região abdominal e os glúteos. Deste modo é pertinente investir em exercícios de fortalecimento para estas áreas musculares. Importante também é manter a coluna bem alinhada na subida e a colocação dos pés no chão.
Um meio de saber se a prova tem muitas subidas é, se possível, fazer o reconhecimento do percurso, previamente. No caso de impossibilidade, é tentar arranjar a altimetria da prova para uma melhor preparação.
Adaptado: “minhavida”
Por: Elisabete Ribeiro

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Fantástico ! 7 minutos de puro prazer ! veja por favor

Estes loucos que correm
Caros amigos da corrida , este é certamente  um video que vai prender a atenção de todos pois está aqui retratado  tudo o que os corredores sentem e por norma falam deles , é arrepiante não deixe de ver e partilhar.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Quem gosta ...sempre gosta

Ontem no final  de mais um treino nocturno
Chegou o frio e o outono e com ele os treinos nocturnos.Ontem foi provavelmente a noite mais fria deste outono que continua húmido e agora também muito frio.Quando terminamos o treino de ontem os termómetros marcavam 4º (positivos) para quem vive aqui  não é frio , mas como é o primeiro custa sempre.Lembro-me de ter escrito á tempos qualquer coisa sobre isto a que dei o titulo "quem gosta gosta sempre" , agora só troquei a posição .De facto é incrível que com a mudança de tempo o cenário se altere tanto.Com o sol e tempo quente é um regalo ver tantas pessoas a fazer actividade física , mal começa a chuva e o frio apenas nós "os tolinhos do costume".
Não sei se tem a ver com uma questão cultural , mas gostava que essas pessoas me explicassem porque só se exercitam com o chamado tempo bom.Eu pessoalmente adoro  este tempo para correr , até porque tenho dificuldade em o fazer com o calor.
A pratica do exercício físico e da corrida em particular , quando não praticada na vertente competitiva  é um "alimento" diário , tão importante como qualquer  outro .
Sei que não é fácil , sair do conforto e ir para a rua correr , mas depois de começar o retorno é tão agradável que nos alimenta a alma  aquece o corpo terminando com uma sensação de autentica liberdade.
Por isso tal como os gelados a corrida também assim é "quem gosta ...sempre gosta !

sábado, 24 de novembro de 2012

Elisabete Ribeiro

Começar a correr… por amor! Continuar… por paixão!

Não tinha muitos hábitos de desporto em miúda, muito menos de corrida. Quando me apaixonei, por aquele que viria a ser o meu marido, decidi mudar um pouco a minha performance física, comecei a fazer umas corridas, uma vez que ele adorava desporto, inclusive, a corrida. É óbvio que o fazia mais para lhe agradar do que propriamente por gosto próprio.
O tempo foi passando e eu continuava a correr, corridas curtas, casuais e apenas quando “tinha tempo”. Com o nascimento do meu filho fiquei mais condicionada a nível de disponibilidade, então coloquei um pouco de parte as corridas casuais e passei a frequentar um ginásio. Quando o ginásio encerrou para férias eu decidi continuar a treinar e passei a correr num circuito de manutenção existente na minha região. Deixei completamente o ginásio e passei a fazer aquele circuito assiduamente.
Nesta fase já tinha o bichinho de correr, mas continuava a ser movida pela ideia inicial: agradar ao meu marido, fazer algo que ele também gostava e sentir que havia a possibilidade dele se orgulhar deste meu empenho.
No final de agosto de 2011, estava eu a fazer mais uma corridinha nesse circuito, quando um atleta que faz parte de um grupo de atletismo (ADA – Associação Desportiva de Amarante) perguntou se me podia fazer companhia. Assenti, e durante este pequeno treino ele disse que eu tinha um passo muito certinho e perguntou se eu não queria fazer um treino com o grupo acima citado. Fiquei admirada, entusiasmada, receosa mas pronta para aceitar este desafio. No dia marcado fui treinar com o grupo. Um grupo cujos membros já correm, maioritariamente, acerca de 25 a 30 anos. Apesar de ser muito mais lenta, eles tentaram ajudar-me na integração e acompanharam o meu ritmo. Desde esse dia passei a ser companhia habitual dos treinos destes atletas.
Como a vida prega-nos algumas partidas, e, por ironia do destino, em setembro de 2011 surge o fim do meu casamento. Nesta fase a corrida passou a ter um outro sentido na minha vida. Passou de mero passatempo para uma necessidade física e mental. Enquanto corria não pensava na carga negativa associada à separação. A sensação de bem-estar passou a prevalecer bem como o estímulo do meu ânimo.
O convite para participar em provas surgiu num ápice com a minha integração no grupo. Assim, a 8 de dezembro de 2011 fiz a minha primeira prova no Porto com a Volta a Paranhos, de 10 kms. Para caloira, os 53m com que finalizei a prova, deixou-me com muita vontade de participar em mais.
Realmente mais provas vieram e, até esta data, já participei em 15 provas, incluindo 5 meias maratonas, em menos de um ano.
Atualmente a corrida é, para mim, a minha segunda paixão (a primeira é o meu filho). Posso não correr muito, mas o que corro faço-o com vontade, com esforço, com alegria, com gosto, com sentimento.
A corrida anda de mãos dadas com o bem-estar emocional e físico. Dá-nos uma maior disposição e energia… e eu estou, definitivamente, de mãos dadas com a corrida!!
Elisabete Ribeiro-

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Atletismo regressa á ADA com António Pinto

Tal como escrevi aqui á dias está de regresso á ADA (Associação desportiva de amarante )com um padrinho de luxo nada mais nada menos que António Pinto antigo atleta do clube e que fez carreira no atletismo internacional ao ponto de ainda ser recordista europeu da maratona.
A ADA tinha suspendido na época anterior o seu atletismo de formação (apenas tinha veteranos) .Ao que conseguimos apurar esta jovem direcção está apostada em fazer regressar ao clube as modalidades que tanto deram a esta cidade e ao desporto nacional com a participação dos seus atletas em varias provas internacionais e nos jogos olímpicos.
Da minha parte enquanto admirador desta modalidade ficarei atento ao evoluir dos jovens atletas e na esperança que daqui possam a sair novamente novos campeões , mantendo assim a tradição desta  terra.

Maratona , esse grande desafio

foto:google
Confesso que de tanto ler comentários sobre  longas distancias que cada vez me apaixono por elas.A minha recente participação na maratona do porto em condições muitos especiais deu-me uma experiência única de como interpretar esta corrida louca.De facto na primeira maratona não tive tempo para observar certas coisas interessantes que acontecem na corrida.No mês que vem são muitos os amigos da blogosfera que vão participar na maratona de Lisboa , por isso deixo aqui mais um testemunho que vai direitinho para todos aqueles que pela primeira vez se vão estrear nesta distancia.


 QHSE da Schlumberger(autor)
Eu nunca fui um atleta dedicado, mas, aos 32 anos, comecei a correr por diversão com os Hash House Harriers. Todas as semanas, corria com vários amigos nas dunas e sabkhas próximas a Dubai, nos Emirados Árabes, onde eu morava. Oito anos mais tarde, ingressei na equipe da Schlumberger para correr a Holmenkhole lopet, uma corrida de revezamento em torno das colinas de Oslo, Noruega. Após correr algumas provas de 20 km, fui desafiado por minha filha a correr 25 km com ela. Eu a venci e corri 30 km naquele dia. Estávamos em outubro de 1994. A maratona de Houston, "apenas" 12 km mais longa, era em janeiro. Comecei a treinar, descobrindo que a maratona, na realidade, é composta de duas provas: uma prova de 32 km, seguida por outra de 10 km de igual dificuldade física. Eu tinha somente um objetivo – terminar. Mas, enquanto fazia a prova, descobri que poderia bater o tempo de Oprah Winfrey (4 horas e 16 minutos) e, mais tarde, conseguir abaixo do limite de 4 horas. Eu consegui. O sentimento de realização no final da prova é indescritível.
Como vocês podem ver, eu não estou competindo com os vencedores, que correm muito durante toda a prova e terminam em menos de duas horas e dez minutos, em um ritmo incrível de 20 km/h. Porém, aquela primeira corrida foi como uma isca – corro uma maratona todos os anos desde essa época, nos últimos sete anos. O treinamento associado à prova me permite pegar uma bicicleta, pedalar 275 km em dois dias para uma prova beneficiente e esquecer a bicicleta por um ano.
Logo após minha primeira maratona, eu estava intrigado pelo fato de a distância ser tão precisa (42 km e 195 m). Cada metro conta. Feldípedes, o mensageiro que estabeleceu a tradição da maratona, correu entre o campo de batalha de Maratona, uma pequena cidade grega, até a Acrópolis em Atenas para anunciar a vitória (em grego, nike, pronuncia-se ni-qui). Porém, como podemos nos lembrar a partir de qual arbusto ou árvore no campo de batalha ele iniciou a corrida? Qual foi o local exato de chegada na Acrópolis (e no qual ele faleceu)? Ele utilizou algum atalho?, etc.... A história nos dá a origem da distância exata. Nas Olimpíadas da Grécia antiga, era utilizada uma distância de aproximadamente 40 km. Na primeira Olímpiada da Era Moderna, disputada em 1896, também foi utilizada a mesma distância.
A distância de 42 km e 195 m foi estabelecida nos Jogos Olímpicos de 1908, em Londres. De acordo com a lenda, a família real britânica queria que a largada fosse feita no Castelo de Windsor, para que os netos de Eduardo VII pudessem assistir, e que a chegada fosse em frente ao palanque real no estádio olímpico, de forma que a Rainha Alexandra pudesse observá-la. Portanto, o percurso foi aumentado para atender a essas exigências.
Essa distância exata foi medida e congelada para todas as maratonas futuras. Na tradição perversa da maratona, os corredores, em um último segundo de consciência, deveriam gritar "Deus salve a rainha" (ou talvez algo um pouco menos respeitoso) ao cruzar a marca de 40 km, pois devemos a distância adicional à família real britânica.
Desde 1994, eu incentivo meus amigos e colegas a embarcar nessa aventura fantástica que é correr uma maratona. Eu argumento que (quase) todas as pessoas podem fazê-lo. São necessários seis meses de dedicação e treinamento para correr a primeira maratona, se você for capaz de correr somente cinco quilômetros, mesmo com dificuldade (consulte o seu médico antes). Hoje em dia, eu corro confortavelmente a maratona, utilizando o método de Jeff Galloway, que consiste em andar durante um minuto em cada 1,6 km, começando desde o início. Isso me permite correr uma maratona com uma variação de alguns minutos em relação ao tempo planejado.
Um último comentário. A disputa da maratona é mais uma proeza mental que física. Durante a prova, aprendemos que somos esquizofrênicos. Depois de 24 quilômetros, você descobre duas pessoas barulhentas discutindo dentro de sua cabeça. Uma diz: "Isso é bobagem. Pare. Sente-se. Desista. Tome uma cerveja gelada." A outra retruca: "Vá em frente. Não pare. Você pode bater seu recorde pessoal. Ouça as pessoas aplaudindo você." Até agora, a segunda pessoa sempre venceu a discussão!!!
 QHSE da Schlumberger

O Valor das pequenas coisas..

"Fazer de cada momento uma vida e da vida um único momento ,  isto é a felicidade"    ( R oque Scheneider -O valor das pequenas c...