segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Na " ressaca "da Maratona eu quero a minha ...garrafa !

Guardo com muito carinho estes três troféus
das três maratonas que terminei no Porto.
Quando as olho lembro-me do quanto sofri
 para as alcançar , mas também do prazer
e dos momentos únicos
 que são terminar uma maratona
 
No dia a seguir á 12 ªMaratona do Porto é tempo de fazer o balanço de uma distancia que só está ao alcance de verdadeiros campeões sejam eles mais velhos ou menos "novos"o simples facto de terminar é já de si um grande feito.
Este ano fiquei de fora por isso limito-me a ouvir os relatos da camaradagem que participou e se para uns foi um momento único de superação outros por vários motivos não ficaram com boas recordações  mas nada de desanimar pois a fibra de um maratonista está precisamente na força interior capaz de mover os mais diversos obstáculos  que sejam humanamente possíveis de ultrapassar. 
Não me parece que tenha sido do agrado da maioria dos corredores a mudança do local da partida e da chegada , se o objectivo era melhorar a marca dos atletas de elite o mesmo não foi atingido pois o tempo final ficou muito longe de outras marcas já verificadas nesta prova.
Já a marca de bater o recorde de participantes foi atingida e por larga margem , isto apesar de alguns atletas terem testemunhado que alguns corredores não tenham percorrido todo o  percurso ...mas isso também já estamos habituados de ter estes "artistas".O Magnifico dia de sol contribui para a festa aguardada por muitos pois como se sabe foram muitos atletas a tentar correr a primeira vez esta mítica distancia de 42 195 metros.
Segundo o relato de alguns atletas a frustração foi grande no final devido ao facto da organização este ano não incluir no prémio final a tão famosa garrafa de vinho do porto com a data e a edição gravadas.Sei que para muitos atletas nada diz mas para mim por exemplo dou muito importância  a estas "pequenas"coisas que traduzem algo muito especial e nos ajudam a perpetuar no tempo os nossos feitos.
Compreendo a sua desilusão pois já passei por esta experiencia na Meia Maratona da Nazaré que como se sabe tem no seu prato alusivo á prova um dos símbolos da mais antiga meia maratona de portugal , na edição de 2013 foi com tristeza que quando terminei a organização diz que este ano não "há prato devido á crise...."
Foi por isso com compreensão que li alguns desabafos como de um atleta que mencionou na sua pagina : Quero a  minha Garrafa !
Que na edição de 2016 voltem estes pequenos símbolos que são do agrado dos que dão cor ás corridas e que sem eles as provas  não existiam que são os chamados atletas de pelotão.
Termino com um texto de uma atleta que pela primeira vez correu a mítica e que de alguma forma traduz o espírito do que é correr uma maratona :
 "Fiz a minha primeira maratona. Sofri muito. Sofri mais do que aquilo que tinha imaginado que ia sofrer. Fiquei enraivecida por ter estado tanto calor num dia em que não devia estar calor. Morri antes da hora a que tinha previsto morrer. Pensei vezes sem conta durante os 42k que esta seria a minha primeira e última maratona. Acabei.
Conquistei uma meta que para mim sempre foi impensável. E conquistei-a graças ao Ricardo Bomtempo que me treinou e que me garantiu que conseguiria acabar. Graças ao Francisco Rebelo, uma lebre que decidiu festejar o dia de aniversário a um ritmo de tartaruga e não me largou um único quilómetro nem um único minuto. Graças aos meus pais  ePorfirio,que se multiplicaram em vários pontos do percurso. Graças às minhas amigas de toda a vida, "babes with power" MartaRomaJoana,Raquel e ainda ao Diogo Vale. Incansáveis e inigualáveis. Graças à Juca e àErcília Reis e ao Carlos Natividade Silva e ao Miguel Catarino e ao Angelo Senra e à Leonor Tato ao Vitor Dias e ao Rui Sampaio e a tantos que vou esquecer-me, desculpem, de enumerar.
Acabei a maratona graças a tantas, tantas, tantas vezes que ouvi chamarem o meu nome. Nem sempre consegui distinguir quem berrava por mim, mas, de cada vez que o faziam, apercebia-me que a prova não estava a ser uma distância de 42,195km, mas uma experiência de vida. Ainda não consegui digerir tudo o que aprendi hoje, mas fiquei com a certeza de que quando chorei no fim foi de gratidão.
A maratona é um turbilhão de emoções. É uma cabeça vazia porque já não sabe o que pensar. É uma dor contínua e uma glória permanente. Está feita."(Barbara Baldaia , jornalista TSF)
GRANDE EXEMPLO.
Boas corridas.

3 comentários:

  1. Imagino que a garrafa, ou a falta dela, tenha constituído uma decepção.
    Quanto ao texto, diz tudo! A Maratona é muito mais que uma corrida.

    Um abraço e vemo-nos domingo na Nazaré?

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  2. Nem mais ... quero a minha garrafa.
    Abraço

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