quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Amarante com 8 atletas na Maratona do Porto

A Maratona ´a prova rainha do atletismo , quando se chega a esta distancia é uma realização pessoal , este é o meu pensamento por isso cada vez mais admiro todos os que se aventuram nesta mítica distancia.Correr 42 km é mesmo só para campeões , para quem gosta de desafios , independentemente dos tempos finais , já corri a maratona em 3:22:04 e no domingo fiz 4.42:41 a motivação é a mesma pois o que importa é terminar dentro do que a nossa capacidade permite naquele momento.Amarante está de parabéns , pois uma terra pequena conseguiu levar á maratona 8 atletas entre eles pela primeira vez na historia uma mulher !!
De facto a Natércia é até á data a primeira amarantina a correr a maratona. Dos 8 atletas presentes 3 era a primeira vez , Para alem da Natércia também o A. Veríssimo e o Tiago Lopes se estrearam todos os outros eram repetentes alguns já com várias maratonas nas pernas.Esperamos
que no próximo ano mais se aventurem pois é com prazer que vejo cada vez mais pessoas a dedicarem-se á corrida  fazendo com que a tradição do atletismo se mantenha nesta princesa do Tâmega .


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Deus quer ,o Homem sonha ,a obra nasce..

o seu pai estará concerteza
feliz por esta homenagem
Foi assim com este titulo que gravei na minha memória a minha primeira participação numa maratona (em 2009 )(3:22:04)e é assim que inicio este texto da participação na segunda .
Quem acompanha este blog sabe o motivo pela qual eu participei , apenas e só para ajudar a Natércia a concretizar o sonho de correr uma maratona , o objectivo foi cumprido apesar das muitas adversidades , mas passamos ao resumo da prova que faço questão de partilhar:
Bem cedo chegamos ao porto onde encontramos um clima frio e muito ventoso .Depois de apanhar o autocarro para o local da partida começou a festa ...sim porque a participação a este nível tem forçosamente que ser encarado como tal.
Foram muitos os amigos do atletismo com quem tivemos oportunidade de conversar durante  o tempo de espera para o inicio da prova , um encontro muito especial marcou o dia Com a grande ANALICE  conhecida no mundo do atletismo e que recentemente dediquei algum destaque neste espaço.Largos minutos a conversar com esta pequena grande mulher que deu para aumentar ainda mais a admiração que temos por ela. Também o Nosso amigo Jorge Augusto , e ANA PEREIRA  conhecida no mundo da blogosfera (http://mariasemfrionemcasa.blogspot.pt/  ,) assim como muitos muitos companheiros deste fantástico mundo que são as corridas.
A nossa prova
Ás 9 horas em ponto começou o inicio do que se viria a tornar um dia inesquecível , não tenho palavras nem talento para traduzir em texto as grandes emoções que vivi , estar a correr com a Natércia uma maratona era algo que á alguns anos nem em sonhos..
O inicio foi tal como prevíamos rápido mas não nos deixamos levar pelo percurso e fomos mantendo o que achávamos que ela era capaz de fazer , assim passamos ao 10 km com 55:53 dentro do que estava previsto.
missão cumprida
O grande adversário era mesmo o vento que em algumas zonas soprava a grande velocidade e em sentido contrario .Ao 15km 1:23 e estava tudo calmo e assim continuou até á passagem da meia maratona com 2:02:04.Eu como mais experiente continuava atento e sabia que a qualquer momento as dificuldades iam aparecer e de facto assim foi por volta do km 25 quando a Natércia tem a primeira quebra mas que deu para continuar.Aos 30km  3.01:14 continuava tudo dentro do previsto pois o objectivo era terminar , o pior estava para acontecer  ao km 33 a Natércia tem uma forte dor na coxa direita que a levou a parar de repente.Depois de tentar avaliar a situação só teve tempo de dizer que ia desmaiar e cair nos meus braços.Rapidamente a deitei no chão levantei as pernas e pedi assistência medica .Foi uma fracção de segundos e rapidamente veio a ela nesta altura já estava no local a assistência medica e que foi fantástica a avaliar a situação.Confesso que por alguns minutos pensei que tinha terminado ali o sonho dela , mas não depois de largos minutos a ser assistida com os procedimentos normais nestas situações estavam reunidas as condições mínimas para continuar , a decisão foi dela que não deixou que a ambulância a leva-se .Como os meus amigos calculam a partir daqui faltavam 9 km e não foi fácil gerir a situação , mas esta mulher tem um carácter fora do comum , uma força mental inesgotável ,  e com a minha ajuda e do Filipe (que estranhou a ausência e veio ao nosso encontro ao km 35) lá chegamos ao km 40 altura em que apareceu o Simão , ai gerou-se um misto de alegria , emoção  sei lá o que mais ...mas que fez com termina-se  esta longa aventura que com todas adversidades demorou  4:42:41.
Assim termino esta historia real , obrigado a todos os que de varias formas nos fizeram chegar mensagens de incentivo , muito especial ao nosso companheiro de treino José Miranda , que mesmo não participando fez questão de estar na chegada para um forte abraço.A todos os que participaram parabéns , e continuem atrás dos sonhos , porque a vida sem eles não faz sentido.





sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Tudo Pronto para a Festa



Com a campeã  do mundo de  1995 da maratona
Manuela Machado
Abriu oficialmente a campanha para a maratona do porto 2012  no centro de congressos da alfandega do porto com a inauguração da expomaratona , evento que
 para alem da entrega dos kits de participação terá durante o dia de hoje e amanhã vários acontecimentos importantes com a presença de vários especialista em saúde , desporto e turismo.
Por motivos pessoais tive que me deslocar hoje ao porto e não perdi a oportunidade de me deslocar á
expomaratona , pois para alem de levantar os kits é sempre agradável conviver numa atmosfera em que se respira a corrida por todos os lados.
Foi assim que durante algum tempo convivi com muitos atletas nacionais e estrangeiros que aquela hora já  eram muitos nas instalações da expomaratona.
Apesar de não o evidenciar a Natércia anda com um nervoso miudinho pois está muito perto de tentar realizar um dos seus sonhos de vida que é completar uma maratona e de ser a primeira amarantina a completar esta distancia.
... o dorsal que a vai acompanhar durante os 42 195 metros
Nada melhor que quando chegamos á alfandega a primeira pessoa que viu foi a grande Manuela Machado , ex- campeã do mundo da maratona e que não perdeu a oportunidade de tirar  a fotografia (mais uma vez )com esta grande atleta que depois de saber que ela se ia estrear na maratona lhe desejou boa sorte e um forte incentivo para continuar. Também nos disse  que está a pensar voltar aos grandes palcos e que no próximo ano vai participar na maratona de Londres , um grande exemplo desta atleta que conta actualmente 49 anos !Temos que dar os parabéns á organização que apesar da crise "montou" este grande evento que este ano vai percorrer as Cidades do Porto , Gaia e Matosinhos.Esperamos então que tudo corra bem a todos e que no final todos possamos dizer :venha a próxima. Boa sorte a todos os participantes.

domingo, 21 de outubro de 2012

Está Feito....

o nosso treino de hoje na distancia de 15km
É caso para dizer está feito o treino para a maratona !De facto com o treino desta manhã de domingo de 15 km entramos agora na "curva" descendente , preparar a mente e pedir saúde para domingo lá estar a ajudar a Natercia a concluir a maratona.Foram cerca de 500km desde a segunda semana de Agosto até á data , cumprindo assim um esquema de treino que nos permita terminar bem.
A avaliar pelo treino de hoje a "rapariga" está bem e se tudo correr dentro do previsto e com a minha ajuda vai cumprir o sonho de terminar a mítica distancia da maratona.Hoje o treino foi bom (como podem ver no resumo do GPS).Esperamos agora por uma semana com alguns treinos (curtos) só para manter a forma.

sábado, 20 de outubro de 2012

Como a corrida mudou a vida a RUI PINHO


Que a corrida faz milagres , 

já sabíamos mas deixo aqui na primeira pessoa um testemunho

 fantástico

A história de 50 kgs 

Este texto foi prometido a uma amiga ainda em Agosto. Pedia-me que descrevesse as minhas motivações, o que me tinha levado à perca de peso que iniciei mais a sério há quatro anos, e quais as mudanças mais significativas nas minhas rotinas diárias. Engloba tudo isso.
Tendo por recorde 36 rissóis (de carne) numa só refeição aos 12 anos, quando estava de dieta por suspeita de apendicite (as desculpas que eu arranjava para ir para a enfermaria do seminário no Inverno…(Sim, eu andei num seminário)), alguns 30 Bollycaos (aquecidos com manteiga), depois de desafiado por alguns amigos numa noite de copos, aos 19/20, altura em que, quando os outros iam aos panados à Mobil (bomba de gasolina de uma marca já extinta, que ainda existe na Avenida dos Combatentes, ali para os lados das Antas) eu comia um, muitas vezes dois Dan Cakes de chocolate (sim daqueles de 400g), era certo e sabido que havia de chegar a obeso. Não foi logo, mas aos 25 anos, quando deixei de jogar futebol de 11 e passei exclusivamente ao Futsal, e que coincidiu com o fim dos treinos de ginásio, rapidamente os meus maus hábitos alimentares me levaram a aumentar de peso.
gordofutsal
(Futsal, esse desporto de sofá)
Foram em média 5 kg por ano. Parece pouco, mas em 10 anos, levou-me à estupidez de não poder baixar-me para apertar os cordões. Nunca me senti infeliz. Sou de riso e piada fácil, tenho por hábito andar bem disposto, a minha profissão implica contactos permanentes com muitas pessoas, em muitos lugares do País e de outros países, o que proporcionava sempre repastos fartos e completos, onde se ultimavam negócios ou se reconfortavam parcerias.
Um dia fui comprar um fato. Era grande. Mas os fatos são sempre grandes, nada de alarmante. Comprei umas calças. 60. Fui-me pesar e vejo 134 kg. Assustei-me.
Godo
(Sim, sou o da direita)
Assim, dificilmente não teria complicações de saúde em breve. A juntar a tudo isto era fumador. Tinha no tabaco um amigo, um companheiro de viagens, um reconfortante escape para o frio, para o calor, para a cerveja geladinha, para o copo de vinho, para tudo. Comecei então uma nova tentativa de dieta. Já tinha tentado algumas. Tinha havido uma altura em que ia para a piscina diariamente. Durante uns meses dediquei-me à natação. Fazia 60 piscinas de 25 mt na especialidade bruços. Emagreci, mas pouco. Veio a Primavera, a piscina era muito quente, um ambiente fechado, preferia o mar. Mas o mar era frio. Deixei e esqueci. Continuava o futsal. E voltei ao volume normal.
Um dia, vendo uma amiga emagrecer, perguntei-lhe o que fazia. Apresentou-me uma marca de batidos substitutos de refeição. Durante um ano fiz religiosamente a substituição do jantar por um batido. Perdi 8 kg. Ao fim de um ano deixei de fumar. Foi há 4 anos. Com medo de recuperar o peso perdido comecei a correr. Comprei equipamento adequado, e todos os dias corria 4 km, normalmente de madrugada, às vezes a altas horas da noite, sempre de maneira que não me vissem. Admiro as pessoas gordinhas que correm desavergonhadamente. Mas parecia-me melhor ter de correr tão lentamente com poucas testemunhas.
A corrida levou-me às escolhas acertadas dos alimentos. É inevitável. Quando começamos a correr, consultámos sites de corrida, compramos revistas, equipamento, chegámos a trocar impressões anonimamente em sites de corrida, e depois, inscreve-mo-nos em provas. Foi o que eu fiz um dia. Numa prova de 7 km. Fui, fiz a prova, fui desafiado por um amigo a fazer uma 1/2 maratona e treinei para ela. Achei-me um atleta depois de a concluir (ainda com mais de 115 kgs. Um ano depois fazia a minha primeira maratona, aí já a rondar os 100. Peso neste momento 85 kg, e já completei 5 maratonas de estrada e 6 ultras de montanha.
Desde o início deste ano que ando entre os 83 e os 87. Peso o mesmo que há 20 anos, mas com muito mais qualidade de vida. As loucuras à mesa moderei-as, o tabaco deixei-o definitivamente e o exercício físico tornou-se num saudável vício e num escape ao bulício do dia-a-dia. As minhas escolhas alimentares são as que me permitem ter mais saciedade, embora fure muitas vezes a dieta exemplar do atleta. E não sou caso único. Saber o que comer é fundamental, comer aquilo que nos dá prazer também. Só não o faço todos os dias, ou todas as semanas. Mas não abdico de uma francesinha de vez em quando, ou do bolo de bolacha da minha mãe (com creme de manteiga, perfeito), ou mesmo de um repasto típico português em ocasiões especiais. Evito os excessos mas não excluo alimentos. Os erros não passam de prémios. É tudo uma questão de equilíbrio.
A vida é equilíbrio. Eu encontrei o meu. E se eu, com um histórico tão “pesado” consegui, só não consegue quem não tentar e não quiser insistir. São muitos os momentos em que queremos desistir, as tentações são muitas, há sempre desculpas para não fazermos aquilo que sabemos ser o mais acertado. O fatídico “é só desta vez” é o erro mais comum e usual de quem quer e precisa de perder peso. Durante muito tempo evitei excessos e alimentos que eu sabai me iam atrasar o equilíbrio que me levaria ao peso minimamente aceitável para poder almejar o sonho de correr uma maratona. Durante o período de treinos menos intensos tenho o cuidado de compensar com muita atenção ao que como, fazendo uma contabilidade dos erros ao pormenor de não excederem as escolhas acertadas. Uma boa forma de os evitar é, quando os estamos quase a cometer, comer uma peça da fruta que mais gostamos, ou um punhado de frutos secos. Normalmente, a vontade de comer um doce é apenas uma indução do cérebro a mostrar-nos o caminho mais curto para acalmar a “fome”, o açúcar. Aprendendo a contornar este impulso, facilmente se perde algum peso. O resto é disciplina e exercício físico. O nosso corpo está tão bem feito, que sempre que o fazemos ficámos com um sorriso rasgado, por mais que soframos. A vida de hoje em dia é tão sedentária que é fundamental o exercício. O resto é a motivação de todos os que reparam na nossa perda de peso e nos vão dando injecções de motivação para não voltar atrás. Sempre com metas alcançáveis, sem desesperar e de preferência com acompanhamento por um profissional. E idealmente devemos publicitar a nossa luta, para sermos ajudados e incentivados pelos que nos rodeiam. Vamos ter tentações toda a vida e a principal é aquela altura em que achámos que já não voltámos atrás. Conheço imensos casos, espero não ser um. E desejo o mesmo a quem, como eu, se decidir a travar uma luta contra o peso.
Estarei sempre aqui para ajudar no que puder.
Obidos
(Foto Ultra Trail Nocturno Lagoa de Óbidos, Agosto 2012, 50 Km)
Daqui a umas horas chego aos 40 anos. Não podia ter escolhido melhor prenda. Saúde, vontade de continuar esta luta permanente e acima de tudo, gozar esta capacidade de me surpreender todos os dias, de poder suplantar sempre mais um obstáculo, de, como na corrida em que, quando estamos cansados nos limitamos a colocar um pé em frente ao outro, poder viver um dia de cada vez, sem a sensação de eternidade, mas com a consciência do fútil e do acessório em contraponto ao mais importante: Viver. E um obeso não vive, desespera por poder usufruir da vida que está para lá da comida. É um escravo da comida.
Obrigado a todos vós que me ajudam permanentemente neste caminho. Todos são determinantes e importantes para mim. Em todos encontro motivação para me suplantar. Em todas as vitórias, por pequenas que vos pareçam, e que sempre mas fazem sentir grandes, é um enorme passo na estabilidade desta forma de vida que desejo nunca abandonar. Não há dia que não recorde o meu eu que ficou para trás. Este de hoje é mais feliz, também graças a todos vós.
Obrigado! (texto publicado no blog http://tripasenortadas.blogspot.pt/)

Quando os últimos ....são os Primeiros

É difícil de compreender a competição existente entre atletas de pelotão.De facto quem anda nestas andanças facilmente se apercebe  que muitos atletas "matam-se" para ganhar um segundo ou um minuto ao amigo eu companheiro de equipa mesmo sabendo que com isso nada ganham.Acredito que todos gostem de fazer o melhor (até eu)mas apenas para se superar a si mesmo , pois para ganhar como eu costumo dizer lá estão os suspeitos do costume.
Vem isto a prepositivo de um video que quero partilhar com todos os amigos da blogosfera e que estou certo vai contagiar de alegria todos os que gostam da corrida apenas pelo prazer que a mesma nos transmite.
Eu também já terminei mal algumas corridas , mas por lesão nunca  por tentar fazer   aquilo que não posso nem tenho capacidade .Terminar com um sorriso é sem duvida a melhor forma de agradecer o momento.
Foi assim com este rasgado sorriso que a SOPHIA terminou a meia maratona do Porto , apesar de ser a ultima .é a prova que os últimos ás vezes também podem ser primeiros . Parabéns a ela e a todos que nunca se esquecem de sorrir apesar das adversidades.
http://www.facebook.com/photo.php?v=3140835380295
aqui

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A corrida é um dos pilares da minha vida

Caros amigos leitores  , numa altura em que aproxima a maratona é muito  mais importante o treino mental que físico. Por isso ando atrás de artigos que consigam estimular todos aqueles que pela primeira vez vão ter o prazer de correr uma maratona..O texto que quero partilhar com todos vocês é de uma cidadã brasileira que tal como muitos de nós descobriu na corrida uma grande solução para viver cada dia mais feliz , que é no fundo o grande objectivo pessoal de cada um de nós.

"A actividade física de Andreia na infância e adolescência foi o balé.“Nunca tive o perfil de desportista; era uma negação em esportes colectivos. Então segui pelo caminho da dança”.Aos 20 e poucos anos, se rendeu à natação. Aos 30, depois do primeiro filho, resolveu procurar um treinamento mais orientado.
“Queria alguma coisa mais intensa. Por conta do horário, acabei caindo no treino dos triatletas, que era bem puxado. Resultado: na gravidez tinha engordado 10 quilos e com a natação emagreci 14”.
Mas os treinos eram difíceis. Foi aí que seu treinador sugeriu a corrida. “Comecei a ter performance na corrida, muito mais do que na natação. A corrida entrou na minha vida primeiro como uma maneira de manter a forma, mas rapidamente se tornou fonte de conquista e satisfação pessoal”.Em 1997, um ano depois que começou a correr, Andreia arriscou-se na primeira maratona. “Treinei um pouco, mas não tinha a menor noção do que realmente significava a distância. Foi mais uma decisão do meu marido do que minha. Íamos tirar férias, viajar para San Diego, e aproveitaríamos para correr”.Ela conta que, embora tenha feito um tempo considerado bom para uma amadora (quatro horas), a estreia nos 42 quilómetros foi sofrida. “Não tinha lastro, não tinha o preparo necessário, mas despertou o gosto pelas provas. Me estimulou a treinar mais forte”.Em 2002, em Chicago, Andreia repetiu a dose de maratona e conquistou seu melhor tempo até hoje. “Meu objectivo era completar em 3h45m. Finalizei com 3h38m. Foi com essa prova que me tornei a corredora que sou hoje: alegre, competitiva, determinada, forte”.
Nesse período a corrida teve importante papel na vida da gerente de marketing. “Eu havia me separado e carregava uma tristeza enorme dentro de mim. Correr me livrava desse sentimento". E ela deixava tudo de ruim pelo asfalto."Em uma determinada época da vida, parece que a mulher dentro da gente fica esquecida. Na corrida eu resgatei esse lado mulher de novo. Quando corro não estou agradando meu chefe, meu marido, meus filhos. Estou agradando a mimutro momento de superação na corrida, que Andreia acredita ser o mais marcante em sua trajetoria desportiva  aconteceu em 2011. Desde o início do ano, ela estava decidida a correr a Maratona de Berlim, em Setembro  para obter índice para a Maratona de Boston – prova que exige tempo classificatório para o corredor se inscrever.
“Mas no final de 2010 rompi o ligamento do joelho e o médico que procurei me aconselhou a esquecer maratona em 2011. Procurei outro especialista, que disse que eu poderia tentar. Iríamos devagar, dentro de um planejamento bem cauteloso”.
As respostas positivas começaram a aparecer. “Fiz seis meias maratonas em seis meses. E isso foi me fortalecendo”.Mas a 20 dias de Berlim, Andrea ganhou uma lesão na panturrilha. “Um certo pânico se misturou ao meu otimismo nato. Corri para o médico e avaliei o estrago. Felizmente era uma lesão levinha. Um pouco de fisioterapia e daria tudo certo”.
Um dia antes da maratona, porém, a dor voltou. Ela não conseguia colocar o pé no chão. “Foi uma decisão do coração: estava ali, iria fazer a prova. Tinha que voltar com medalha, que significava muito para mim”.Do primeiro até o 11º quilometro  tudo foi bem, apesar de uma dorzinha. “No 11, o que parecia uma câimbra me tirou o humor, a segurança e o sorriso do rosto. Não conseguia por o pé no chão, não conseguia me desentortar, mas não ia parar. Desistir não era opção", conta.
Aos poucos, ela se acostumou com a dor e foi em frente. "Foi como um parto normal, você sente dor, mas não tem como fugir da mesa. Sei que corri e corri forte e não morri. Consegui o tal do índice ao descobrir que dá para enfrentar a dor de frente, com espadas imaginárias nas duas mãos e confiança nas duas pernas”.
Andreia terminou a maratona de Berlim em 3h48m, tempo mais do que suficiente para classificar-se para Boston (que exige 3h55m na faixa etária da corredora).
A experiência de superação do esporte também é levada para o dia a dia. “Quando estou em uma situação difícil, vou lá no dia da maratona e penso no que enfrentei para chegar”.
Sobre como consegue distribuir seu tempo em meio a tantas actividades  ela conta que tudo se encaixa quando você decide fazer bem as coisas.
“Não entendo quando as pessoas dizem que não têm tempo para a actividade física. Na verdade você ganha tempo, porque se sente melhor e seu dia rende. A corrida é um dos meus pilares, junto com meus filhos, meu trabalho e meus amigos”.
Mãe de dois meninos, ela sempre encontra tempo e faz questão de estar com os filhos. E gosta de lembrar uma situação com o mais velho. “Ele era pequeno e eu estava encapando os cadernos da escola quando ele virou para mim e disse: ‘você é a mãe que mais trabalha e a melhor encapadora de cadernos’. A vida ganha importância nas coisas que você escolhe fazer bem. Acredito que sou boa mãe, boa profissional, boa amiga e boa corredora”.
Depois de Berlim com dor e o índice para Boston, agora Andreia alimenta o desejo de uma maratona em 3h30m. “Sempre tive esse sonho. Mas havia ficado distante. Em Berlim me aproximei dele novamente. Posso evoluir mais”, acredita. texto publicado em Dellas saude e mulher

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Maratona , um desafio de"Loucos"

Esses loucos que correm,....
Correr uma Maratona não está ao alcance de Muitos .Quando em 2009 corri pela primeira vez uma maratona terminaram a prova 859 atletas , dos quais mais de metade eram estrangeiros, fiquei na posição 311 na geral.
Estamos habituados a ver nas grandes Maratonas que se realizam um pouco por todo o mundo  milhares de participantes , em Especial nas Maratonas que ao longo do tempo ganharam o seu espaço e fama.Por exemplo em Nova York são muitos os que ficam de fora , a organização da-se ao luxo de sortear as inscrições tantos são os que querem participar. Em Portugal  como se sabe são cada vez mais os que se aventuram nesta mítica prova  de 42 195 metros.Mesmo assim não fossem os estrangeiros e não chegariam a 1 milhar de participantes .Nas duas ultimas Maratonas de 2011 a prova do Porto teve  1517 atletas e a de Lisboa 1334 , números que mesmo assim ficam aquém das varias maratonas que se realizam um pouco por todo o mundo.
Correr uma maratona para muitos é a concretização de um sonho , de algo que ás vezes de pensava ...mas parecia impossível. Não existem palavras para descrever a alegria que senti quando a terminei , indescritível e só os que assim pensam perceberão este sentimento.Serão muitos os amigos da corrida que este ano vão sentir esse fantástico momento  e poderem dizer :EU SOU MARATONISTA.

domingo, 14 de outubro de 2012

Amarantino vence na terra dos "GALOS"



  • Rui Teixeira vence destacado Em Barcelos.
O atleta amarantino Rui Teixeira venceu este domingo a 32ª edição do G.P.DA SILVA  prova que se realiza na simpática freguesia da silva no Concelho de Barcelos.
O atleta amarantino cortou a meta em 1º lugar com 31:52 seguido do seu atleta de equipa o minhoto José Rocha  , na terceira posição ficou o Agora Benfiquista Tiago Costa .
Leonor Carneiro venceu em femininos Com Rafaela Almeida e  Mónica Silva a serem respectivamente 2ª e 3ª classificada.
Flávio Nunes também ele atleta amarantino  participou terminando na 22ª posição com o tempo de 37:11.

A 14 Dias da MARATONA

Cláudio em  2010 terminou com 2:45:05
Faltam exactamente 14 dias para a Maratona Do Porto.Agora que estamos a entrar na recta final da preparação e que felizmente está a correr dentro previsto.
Hoje foi mais um treino , o ultimo longo , 17km , com um clima fantástico para correr tudo correu bem , ritmo sempre dentro do que se quer correr dia 28 , nada de loucuras , apenas por á prova a resistência que se foi "acumulando" ao longo dos últimos dois meses , foi bom 1:39:05.
Confesso que apesar de ser a minha segunda maratona , e de a correr abaixo daquilo que  já fiz , é com alguma ansiedade que aguardo o tão importante momento.Não , não estamos á espera de títulos , apenas de ajudar a Natércia a conseguir o sonho de terminar uma maratona , Se tal acontecer será também a primeira mulher da nossa região a terminar tal feito , esta que é uma terra de Maratonistas mas até á data só homens se propuseram a tal desiderato.
Serão vários os amarantinos que dia 28 de Outubro vão correr a  Maratona , alguns repetentes outros pela primeira vez , de referir que Amarante ainda tem o recordista europeu da distancia (António Pinto) e que entre os atletas populares tem muitos que já fizeram bons resultados ,como Cláudio Matos em 2010 que terminou a sua prova com o tempo de 2:45:05 e que é até á data a melhor marca entre os atletas não profissionais desta região.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

24ª Meia Maratona de OVAR-A -Festa da Corrida

Tal como estava previsto participamos na Meia maratona de ovar , uma das melhores que realizam em Portugal e que  no próximo ano assinala a 25ª edição uma marca sem duvida notável. Esta que para mim foi a 7ª participação em Ovar estava incluída no treino que programei para a maratona , O objectivo foi atingido apesar do calor que mais uma vez se fez sentir nesta simpática cidade vareira.
A nossa prova 
Com um inicio algo rápido para aquilo que estava previsto , quase que tive que por um "travão" na Natércia  para não correr riscos na parte final.O nosso objectivo era correr dentro do ritmo que queremos correr a maratona mas não foi possível pois toda aquela onda  acaba por nos levar e quando nos apercebemos ao 5 km  já estávamos a correr com media de 5:15.
Claro que tivemos que baixar o ritmo apesar de estar a sentir que ela estava bem.Ontem A Natércia foi com uma permanente companhia , para além  da minha teve a do Irmão (José Manuel Machado) que resolveu pela primeira vez fazer companhia á irmã e deixar para trás os tempos (ele que tem o recorde pessoal nesta prova de 1: 19:11) por isso foi sempre em amena cavaqueira que tornou mais fácil os 21 097 metros que acabamos por terminar com o tempo de 1:56:15 .Muito bom.
A NOSSA EQUIPA
Amarante running team 
na 24ª meia maratona de ovar
Foram 7 os atletas que participaram em representação deste blog , 6 na meia um na caminhada todos com objectivos de fazer o melhor possível , até porque alguns são ainda novos nestas andanças mas isso não impediu uma excelente presença.Foram os seguintes os seus resultados:
  • Filipe Coutinho _ 1:20:32
  • Tiago Lopes      - 1:39:23
  • José Miranda    - 1:52:00
  • José machado - 1:56:15
  • Joaquim Costa-  1:56:15
  • Natércia Teixeira:1:56:15
Parabéns a todos por contribuírem para mais uma festa da corrida  , assim como á organização do AFIS que mais uma vez com uma boa organização está de parabéns
Pode ver aqui todos os resultados desta 24ª meia maratona de ovar

terça-feira, 2 de outubro de 2012

EXEMPLO DE VIDA E CORAGEM


Decorria o dia 08 de Novembro de 2009 quando conheci esta fantástica mulher.Estava  eu a fazer um pequeno aquecimento para a minha primeira maratona , com um nervoso miudinho a roer  quando de repente vejo com um sorriso de orelha a orelha  a rir para mim e dizer: vamos cara ,mais uma corridinha?Claro está que ficamos ali um pouco a conversar e a desejar sorte mutua .A partir dali quando encontro esta fantástica mulher é sempre uma festa.O que eu não sabia era o seu passado. Fiquei agora a saber através do grande do grande carlos sá e quero partilhar esta grande historia   vida:
Em criança foi abandonada pela família. Trabalhou como escrava até se casar. Fugiu do marido, grávida, porque ele foi violento. Aos 37 anos deixou de fumar e começou a correr. Hoje, com 68 anos, acha as maratonas demasiado fáceis, por isso prefere provas com mais de 100 quilómetros.
Eram 23h55 do dia 31 de Dezembro de 1980 quando Analice Silva, 37 anos, apagou pela última vez um cigarro. Dias antes, o jornal que passeava de mesa em mesa no café onde trabalhava, no Rio de Janeiro, noticiara que os pulmões de um fumador necessitam de dez anos de repouso até voltarem a ter saúde. “Dez anos é muito tempo. Fiquei assustada. Então achei que a única maneira de voltar a ter os meus pulmões cor-de-rosa era correndo. E comecei logo nessa noite”. Nessa passagem de ano, Alice calçava uns chinelos e vestia um macacão curto, de calções e alças. Mesmo assim, desceu até ao calçadão de Copacabana e começou a correr. Foi do Leme até ao Arpoador e voltou. Depois repetiu. “Fiz 16 quilómetros. Foi a primeira vez que corri na vida. Fiquei toda partidinha”, recorda à SÁBADO.
Analice Silva, hoje com 68 anos, vive num pequeno apartamento em Odivelas com o gato Kikas, que trata por “meu filho”, tem uma reforma de 272 euros, cuida de um senhor de idade para ganhar mais algum dinheiro e continua a correr. Mas já se deixou de aventuras de 16 ou 20 quilómetros. O mínimo que faz, para lhe dar algum prazer, são maratonas. E mesmo essas já são “demasiado fáceis”.
“Tenho muita pena de nunca ter contado os quilómetros que já fiz na vida. De certeza que estava no Guiness”. Provas de 100 km de estrada já fez 22. “As de 100 km de montanha foram muitas mais, mas já perdi a conta”. Nos últimos três anos fez por três vezes Os Caminhos do Tejo, corridas de 146 km. Foi também a Espanha correr provas de 167 km, subiu do Alhambra à Serra Nevada (50 km, sempre a subir), fez Lisboa-Mação (254 km). A maior prova em que entrou na vida foi a Volta ao Minho (385 km). Maratonas e meias-maratonas já foram tantas que nem entram nas contas. Até aos 70 anos, ainda quer correr muito. E gostava de ainda conseguir cumprir o maior sonho da vida: participar na Maratona dos Sabres, uma prova de 243 km pelo deserto do Sahara, em Marrocos. “É um sonho. É o meu sonho. Sei que não vai acontecer, porque é uma prova muito cara, não tenho dinheiro e ninguém quer patrocinar uma velha. Mas enquanto for viva vou ter esperança”.
Esperança é o nome da vila onde Analice nasceu, em Paraíba, nordeste do Brasil. “Tive seis irmãos, mas quatro morreram. Só fiquei eu e a minha irmã mais nova”. Numa casa “com falta de amor”, não foi feliz. Com três anos, o pai entregou-a a uma senhora que vivia na cidade mais próxima, Campina Grande. Foi ela que fez de Analice a sua escrava. “Eu fazia tudo o que havia para fazer, desde os três ou quatro anos de idade. Cuidava de bebés e aguentava o trabalho de roça, ou quinta, como se diz aqui em Portugal. Era escravatura, mesmo”. A única coisa que recebia era uma cama. “Comida só mesmo quando havia”. Ainda hoje se lembra de ter ficado de castigo porque um dia comeu um pedaço de pão sem pedir autorização. “Era gente pobre armada em rica, que queria ter criados, mas que não podia pagar. E então tinha escravos”.
Acabou por ser devolvida à família aos oito anos. Encontrou a mesma casa de onde saíra. “Não havia aconchego, só violência. E então fugi”. Meteu-se num autocarro e foi até ao Recife, onde continuou a fazer trabalho escravo, sem receber salário. Até ao dia em que conheceu Evandro, um pescador de lagosta de Recife por quem se apaixonou. “Antes de nos casarmos, disse-lhe que tolerava tudo no casamento, menos porrada”. Evandro aceitou a condição e levou-a à letra. “Ele estourava todo o dinheiro que ganhava em meninas e bebida. Mas eu fechava os olhos, desde que ele não me batesse”. A paz durou pouco. Estavam casados há seis meses quando uma discussão terminou mal. “Ele deu-me um empurrão. Nem foi uma coisa muito violenta, mas foi em frente a uma vizinha. Se fosse em nossa casa, se calhar perdoava, mas por ter sido em frente a outra pessoa fiquei com tanta raiva, tanta vergonha, que me fui embora”. Analice revirou o colchão onde o marido guardava o dinheiro e tirou o suficiente para o bilhete de autocarro até ao Rio de Janeiro. “Foram oito dias de viagem, por estradas de asfalto. Passei tanto frio e tanta fome que só eu sei”.
Chegou ao Rio quase sem dinheiro, sem família ou amigos. “Comprei um jornal e comecei a ver os anúncios de emprego”. Arranjei trabalho em casa de umas pessoas a fazer o que sempre fiz, limpeza, cuidar de crianças, tudo”. Ao fim de umas semanas percebeu algo de diferente no seu corpo. Estava grávida. “Não fazia ideia que tinha engravidado no Recife. Mas não contei nada ao meu marido. Ele nem sabia que eu estava no Rio. Deixei-lhe um bilhete a dizer que tinha ido para norte, e vim para sul, para ele não me procurar”.
A gravidez levava sete meses quando a criança deu sinal de querer nascer. Analice foi para o hospital, fizeram-lhe o parto mas o bebé nasceu morto. “Hoje, acho até que foi uma sorte. Eu não podia ter uma criança naquelas condições. Para quê? Para virar um malandro?”. Nunca mais quis ter filhos. Nem quando se apaixonou por Júlio, um boliviano “muito decente” com quem foi feliz durante nove anos. Com emprego durante o dia, estabilidade em casa, Analice aproveitou a noite para estudar e tirar o ensino primário. “Foi já nos anos 70. Sabia que sendo analfabeta não ia conseguir muita coisa, por isso estudei”.
Até que chegou a tal passagem de 1980, a do último cigarro e da primeira corrida. Dia 1 de Janeiro correu novamente no calçadão, outra vez à noite. Dia 2 também. E em todos os outros dias do mês. Foi outra notícia de jornal que a fez levar a corrida mais a sério. “Eu li no jornal: Corrida feminina Avon. E decidi participar. Fui lá e ganhei uma medalha e uma camiseta. Achei que era uma campeã. Uns dias depois, foi a corrida do Corcovado. Mais uma medalha e outra camiseta. E no mês seguinte fiz a primeira meia-maratona. Demorei três horas”, recorda Analice, soltando uma gargalhada.
Um ano depois, chegaram a maratona e a primeira prova de 100 quilómetros, entre Uberlândia e Uberaba, em montanha, sempre a subir e a descer. “Venci essa prova e fiz 11h42m, que passou a ser recorde sul-americano. E foi durante muito tempo. Nos três anos seguintes ganhei sempre essa corrida”.
Analice começou então a olhar para o calendário internacional de provas. Queria fazer a sua quinta corrida de 100 quilómetros no estrangeiro. Viu que havia uma em Santander, Espanha. “Fui lá e ganhei. Depois já não quis voltar para o Brasil. Fui para Madrid, procurei o consulado brasileiro e foi o embaixador que me deu o dinheiro para eu vir para Lisboa”.
Analice chegou a Portugal em finais de 1986. Só conhecia uma pessoa, Eugénia Gaita, uma corredora amadora que era enfermeira no Hospital de São José. Arranjou emprego em casa de um casal na Av. João XXI, em Lisboa. “Era como no Brasil — não ganhava. Trabalhava para ter comida e sítio onde dormir”. Sem tempo para treinar, Analice arranjou um recurso. “Como o prédio da casa onde trabalhava tinha sete andares, subia e descia as escadas durante três horas seguidas. Dava para treinar”. Nos dias mais calmos, conseguia ir até ao estádio do Inatel onde ficava a dar voltas à pista até contabilizar 50 quilómetros. Nos dias de descanso ia de transportes até ao Cais do Sodré e corria até Cascaisa, e voltava. Ou então apanhava um autocarro para Setúbal, e atravessava a Arrábida até Sesimbra. “Eu não saía de casa para correr menos de três horas. Isso não é treino”.
Hoje, Analice já não treina. Só corre provas. Nunca está doente e só se chateia com as crises de ciática, que vão e voltam. Quer correr até ao dia 20 de Dezembro de 2013, quando fizer 70 anos. “Acho que já chega. Mas se calhar quando chegar a altura vou achar que sou mais feliz se continuar a correr”.

Faltam 25 Dias

A Natércia continua"entusiasmada"
 rumo ao sonho
Faltam exactamente  25 dias para a  Maratona do Porto .Esse que será o nosso próximo grande desafio .
Atá ao momento tudo está acorrer dentro do previsto , nada de loucuras nos treinos porque o objectivo é terminar , e se possível terminar bem
.
É caso para dizer que "rapariga"está aguentar-se bem , faz hoje 50 dias que iniciamos um pequeno esquema de treino tendo em conta o suas capacidades e objectivos e até á data está tudo dentro do previsto ,a pior fase já passou com o treino de domingo de 28 km completaram-se cerca de 400km de treino .Domingo é mais um treino longo , a Meia maratona de Ovar , incluída na preparação que estava prevista para a maratona , assim como a meia do Porto.
O entusiasmo que se transformou em força mental é meio caminho andado para esta loucura que  ela se prepara para  concretizar , assim esperamos que a parte física responda.
Pela minha parte apesar das conhecidas limitações ficarei feliz pois para alem da Natércia também  o Tiago será um novo maratonista , o que a concretizar-se será um caso raro , pois apenas corre á 3 meses !
Cá estarei para dar a conhecer o evoluir desta "loucura"de correr 42 195 metros para que no futuro muitos se possam inspirar e realizar sonhos que á primeira vista pareciam impossíveis. Assim esperamos.A todos bons treinos e divirtam-se , porque correr também é diversão.

Pausa na Corrida

Pouco mais de 48 horas após a Meia Maratona de ovar tive um problema de saúde  por esse motivo  irei "Fazer uma Pausa na corrida&qu...